4/05/2009

O convir

O mundo é uma convenção. Um convergir de vontades. Pensamento vivo expresso em sua plenitude. São pequenas abreviações como essas que buscam explicar a complexidade das vontades individuais.

Como conviver com outros seres e ser fidedigno aos desejos? Seria esse ato um eterno fingir em prol do bom viver? Acredito, na maioria dos casos, que não. Em uma das possíveis interpretações, poderia ser vista como a maturidade dos desejos. Um estado de latência e malevolência do querer. Um abnegar de si! O existir.

Foto.

6 comentários:

Di disse...

A gente faz o que convém por um bem maior: coexistir com alguma harmonia.

Vivian disse...

...penso que trair os desejos
é como trair aos outros e a sí
mesmo...

adorei filosofar aqui contigo.

bjs

Avassaladora disse...

"Como conviver com outros seres e ser fidedigno aos desejos"

Alberto, em alguma esquina, de mundo virtual, trombei com vc...rsrsrs
E ao ler seus textos fiquei pensativa... Diria curiosa.
Textos de uma filosofia concreta, sem grandes divagações e cheios de pequenas verdades...
Da frase acima, tenho minha resposta, minha certeza...
Não, não é possível conviver com os outros e sermos fiéis aos nossos desejos...
Porque as pessoas são condicionadas ao pré-conceito...
E se nossos desejos vão na contra- mão desse conceito já estabelecido, somos julgados como uma "avis rara"...
Então, meu amigo, que saibamos realizar nossos desejos, e não abrir mão nunca de viver plenamente, sem que as interferências externas nos sufoque...

Vixe, escrevi demais...rs

Beijos avassaladores!

Alberto Marques disse...

Di,
É necessário.
Vivian,
Infelizmente temos que trair-los diversas vezes em nossa jornada. Sob pena de viramos um entre tantos outros. São sintomas de exacerbação do individualismo.
Avassaldora,
Sempre bom trombar com novas ideias, principalmente as que despertam algo. Em relação à fidelidade do querer, concordo com você. Uma linda equação.
Beso para vocês

Di disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Di disse...

Mas não faço o que convém sempre não. A gente tem que fazer o que sente ou para ver o que sente pra se sentir vivo(a) também.