1/02/2011

Generalizações nem sempre possíveis

Finais, dias de Bahia (Salvador). Minha jornada nessa terra sui generis está próxima de encerrar. Não há nada igual no País. Existe, por essas bandas, um pulsar “desejótico” desordenado. Os encontros destes geram o caos. Tudo acontecendo em um emaranhado de quereres, onde o mais veloz leva vantagem sobre todas as outras formas de vontades.

Entre as diversas consequências dessa exacerbação de desejos, a convivência entre os pares, em alguns momentos, é caótica. Sensações? São diversas. Uma bastante forte, corrijam-me caso achem que estou errado, é que o estado é ausente. Ausente na coerção e na educação das práticas para o convívio social. Existe, também, uma disparidade social e econômica, semente cultural da individualização/segregação corriqueira, gritante entre a população.

Exemplos? São muitos! As leis de trânsito é a lei do eu. Filas? Nem sempre há de se respeitar. Violência? Faz parte do cotidiano da maioria das pessoas. E assim a população vai vivendo entre sorrisos e gritos, contrastando com a alegria e a vibração impar das pessoas. Tenho dificuldade em destacar qual dos problemas ganham maior evidência. No final das contas, o período da estada foi de crescimento e aprendizagem.
Foto.

7 comentários:

Ingrid disse...

Alberto,
não sou uuma fã de Salvador,mas de outras cidades da BA sim..
Um 2011 maravilhoso para ti.

Babi disse...

Não concordo. Filósofico ou jornalístico. Não concordo.

Alberto Marques disse...

Obrigado, Ingrid,
um 2011 maravilhoso para todos nós.
Babi,
não concordar também faz parte do processo. Lembre-se de colocar seus argumentos.
besos.

Vanessa Souza Moraes disse...

Acho um lugar interessante. A lógica é mesmo outra, diferente de sul e sudeste - onde já morei.

Ela disse...

a beleza da paisagem e a alegria do povo são inquestionáveis, mas no mais, mesmo sem ter estado lá, preciso concordar com você. rsrrs


saudades!

Di disse...

Eu sempre quis ir à Bahia pra comer acarajé...rs

♪ Sil disse...

Alberto,

Tenho uma imensa vontade de conhecer a Bahia.
Inquestionável dizer que o povo baiano é feliz, acolhedor.
Dai a frase não é: Sorria, você esta na Bahia.
Mas quanto ao que escreveu, acho que as grandes cidades são assim.
Eu vi São Paulo nesse texto, cidade onde morei por mais de 20 anos, mas tem uma hora em que você não aguenta o caos, e resolve mudar de vida.
Hoje vivo numa cidade tranquila a beira mar, e essa é a vida que eu quero daqui pra frente.

Super abraço!