4/22/2009

Enganadores do eu

Falsidades, charlatanismos, enganações, elucubrações... Palavras quase sinônimas. Estas representam extensões de toda miséria existente no mundo. Um crime no Congresso Nacional não é muito diferente dos que são cometidos nas ruas por marginais de baixo cifrão.

Todos eles, os enganadores, querem se dar bem, não importando o preço. Não apenas em busca de dinheiro. Querem consumir cada vez mais. Enquanto isso, o mundo se consome em dores, amplificadas por seus gestos.

Tudo isso vivendo em sincronia diacrônica. Um conflito estapafúrdio do eu entre o todo. Neste contexto, o que prevalece é a dor do outro. Somos vitimadores e vitimados do sistema. Não há como fugir, apenas fazer a nossa parte e a do outro, talvez. Além disso, acreditar que um dia as coisas podem ser diferentes. Nada além, a dor.
Foto.

8 comentários:

disse...

Me faltaram palavras para comentar.

Deixo meu beijo!

Alberto Marques disse...

Este é um desabafo. beso.

Lidiane disse...

Sabe o que eu acho? Acho que todos somos vítimas e algozes.
Mas, por outro lado, também temos uma beleza infinita. É na pessoas em que mais credito. São elas que, por pior que seja o dia do trabalho – e pela maneira de serem raramente ele o é -, sempre abrem espaço para uma cerveja no final da tarde. São elas que mudam de planos. São elas que acreditam no outro antes de desconfiarem. São elas que fazem de desconhecidos, em pouco tempo, grandes amigos. São elas que podem descobrir que o melhor do dia pode ser um papo com o funcionário quase anônimo do prédio.
Então, fico imaginando o que seria de verdade um mundo melhor. Lógico que seria menos fome, menos miséria, melhores condições de saúde e todo o bla-bla-bla absolutamente real que leio nas tantas notícias que me chegam. Mas um mundo melhor seria, infinitamente mais, feito desse tipo de gente. De gente que, como me disse certo amigo, uma vez, acredita nos encontros de alma para alma, porque de alma para alma se pode muito mais. De gente delicada e atenta. De gente de gentilezas.

Alberto Marques disse...
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Alberto Marques disse...
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Alberto Marques disse...

Lidiane,
Suas palavras são belas e não são muito diferentes das que coloquei aqui. No entanto gostaria de fazer algumas considerações que são extensões do nosso pensar.

A primeira reside em nossas preferências. Na seleção natural do melhor. Imagino que o melhor esteja na equação, que falei num post aqui no blog, de desejos. A partir disso, todos seriam verdadeiros nos seus sentimentos, sem enganações e joguetes – sei que posso estar enganado e colocando apenas meu desejo de um mundo assim. Infelizmente não depende apenas dos meus desejos, só acredito e continuo fazendo minha parte.

O segundo, que acaba sendo uma continuação da primeira, tem relação aos encontros das almas. Estas, no meu entender, sentem-se atraídas pelo nível vibratório da outra. Pelas escolhas do viver. Então acaba soando, que não é, um pouco simplista. Adoro esses encontros, mas, ao mesmo tempo, luto contra isso – para não acabar buscando somente isso. Assim posso me doar mais aos outros que não tenham correlação “almal”.

Entretanto, apesar de tudo que coloquei, também sinto falta do que você escreveu. Infelizmente, continuo sem compreender porque certas coisas acontecem no mundo. Então, na falta de entendimento, o que me resta é a dor.

Darlene disse...

Depois daquela nossa conversa, reflexi bastante sobre a política e a questão da honestidade... a honestidade é um princípio, a meu ver, tão amplo... ser honesto, de fato, implica desde o não trair, a não jogar um papel no chão... Vc não tem noção do quanto viajei. Risos! Bjs

Alberto Marques disse...

Ser honesto, Darlene, é seguir o que a sua consciência manda. Essa é a honestidade do ser. Difícil cobrar algo que o outro não vê. Até porque o que seus olhos alcançam não necessariamente o do outro perceberá. É o fluxo.