6/30/2010

Ser diferente

Para os olhares rasteiros, o diferente é nominado como insano. Tal discernimento baseia-se na incompreensão dos atos e na mecanização do fato. Nesse contexto, os olhos são os enlouquecedores do ser. A normatização engendra passos letárgicos e, muitas vezes, palpatiza a vida em sociedade. Contudo, viver é o mais importante, afinal, a verdade não me pertence.
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6/19/2010

Desejos no depois

Tenho uma relação suspeita com o desejo. Geralmente desconheço a sua origem e indago-me sobre o seu nascedouro. Será que os desejos omitidos do hoje esperam o amanhã para cobrar a sua materialização? Acredito que não. Imagino que essa seja uma relação de escolha e aceitação. Com esse vislumbre, teremos tranquilidade para lidar com o não no depois.
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6/05/2010

A essência descompleta

Vivencio lugares e nada vejo. A busca é inominada, fugaz. O resultado é uma crença voraz de um descrente. Neste meio tempo, tenho corroído a parte concreta de mim. Vivo.

Com pensamentos e palavras próximas, a inspiração deste post veio do Dias genéricos.

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5/30/2010

Responsabilização reflexa

Desnudo de significados, o homem se apresenta à vida. Nesse momento, o primeiro sopro representa a abstração vívida. São os instantes, sequenciais ou fragmentados, os consolidadores do eu. Durante esse percurso, a formação aflora com o passar dos segundos. São neles que residem nossa responsabilidade nas ações do outro. O ser-presente, de olhar automatizado, adormecido pela engrenagem existencial, digere seus pares nos atos do agora. São juízes vorazes. Classificadores momentâneos, esquecem-se da sua co-autoria nos fatos.
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5/23/2010

Percepções do agora

Com argumentações nem sempre elucubradas, tenho exposto de forma veemente minhas posições. Muitas vezes erradas, não sei, eivadas de posições egocêntricas. Outras, dentro da minha lógica, com pontualidades vividas. São certezas inconstantes metamorfoseadas pelo tempo.

No emaranhado individualizante, tenho perdido forças e me distanciado das certezas do agora. Largo este momento e entro noutro universo, onde jaz o silêncio. Viro um suspeito de mim mesmo para acomodar um novo instante. Os resultados são imprevisíveis, contudo, vivenciar-los-ei.
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5/06/2010

Intervalos de certezas

Há três meses morando em Salvador, tenho vivo intervalos de certezas. Diferentes de todas as outras experiências, tenho vivenciado dias caóticos. O impacto cultural aliado à solidão têm aflorado em mim novas percepções. Suspeito que dias de incertezas melhores virão. Porém, antes desses chegarem, transpiro dores inodoras e exalo gritos mudos.
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4/21/2010

A essência que nos escapa

Tenho em mente que o ser humano é divino em essência. Na pior das explicações, a minha verdade reside na incapacidade de discernir a perfeição do homem. As escolhas são tamanhas que não consigo alcançar as possibilidades. Sei que não deveria, mas lamento observar passos cambaleantes, olhares enrijecidos e odores deturpantes. Compreensão? Muitas vezes não há! Esses podem estar presentes em todos os locais, cabe apenas classifica-los. O certo e o errado não é claro.

As automatizações vivenciais são constantes. As mascaras são usadas não como acessório, elas são extensões do corpo e elemento sustentador da vida. Todos precisam das suas? E a verdade, será que existe? Ou seriam verdades relativizadas pelo olhar?

Nos atos rizomáticos e expressões que se entrelaçam, cabe a nossa consciência discernir os próximos passos. A grande dificuldade disso tudo está nos liames da vida. Os caminhos são diversos e as fórmulas ainda não estão prontas. Escolhas, nada mais.
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3/30/2010

Vividos e multifacetados, olhares

Vivo um momento de ampliação da percepção do outro. Apesar de já ter experimentando alguns anos e acumulado alguma experiências com a existência, tenho me surpreendido com algumas atitudes.

A percepção parte da minha observação abnegada da vida. O resultado são lampejos fraquejantes disparados pela ausência de cordialidade. Infelizmente, atos de bondade e afetividade são interpretados como um continuum de interesse. Quanto a mim, faço e refaço, lamentando o meu descompasso.
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3/26/2010

Viva a diferença

As diferenças entre os seres humanos representam o estágio atual em que vivemos. A desigualdade reflete a vida em sociedade. Um caminho para buscar a compreensão desse estado talvez fosse pela perspectiva de extensão do ser. O próximo como complemento do seu eu.

É compreender que naqueles passos existem um emaranhado de vivências e percepções que não abarcamos pela nossas limitações. O resultado, ou o caminho a se buscar, seria a planificação das nossas ações como alternativa à remediação da situação. Entendimentos? Nem sempre há!
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2/07/2010

Ações no amanhã

Tenho percorrido um caminho de paz. Sinto-me agraciado pela sucessão de acontecimentos, um privilegiado pelo Existir. Paralelamente, coexisto e respiro um mundo cheio de dores e odores. Sou arrebatado pela superabundância de sofrimentos. Esta é uma dor pulsante e volátil. Confuso, algo em mim não condiz.
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12/06/2009

Gritos inaudíveis

Multifacetado pelas angústias do tempo, tenho me apresentado à vida. Numa ordem inversa, dialogo com as intempéries do viver. Gagas ou sussurradas, nem sempre as escuto, palavras malditas.
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9/20/2009

Navegar


Cravado em meu peito há uma flecha chamada solidão. Sinto falta de uma verdade que atualmente imagino não existir. Verdade de mim.
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8/05/2009

Transmutações do eu

A vida de um ser é a síntese de todas as expressões. Elas são representadas pelos momentos. Lógica? Nem sempre há. A busca incessante de sentido justifica o emaranhado de pensamentos neste espaço. Não há perdas nem arrependimentos nessa procura. O que resta são certezas pontuais remodeladas pelo caminhar.
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7/31/2009

Coisas do hoje

Os gestos se repetem nas devidas proporções. A cada dia eles ganham aromas individualizantes. São emancipadores da vontade. Começo a achar que não há limites ao querer. Seus passos sintetizados vestem mascaras coletivizantes. Ecos insatisfatórios são absolvidos como melodias de incompreensão. Não há o que fazer. Viver.
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7/13/2009

O caminhar

Clique na imagem e amplie para ler. O texto é simples, mas importante para reflexão.

Sobre ele, identifiquei-me rapidamente. Já me peguei diversas vezes fazendo isso. É pequeno, sem dúvida. Por isso, olho para dentro e peço sempre ao Pai que me dê compreensão para caminhar.

6/26/2009

A felicidade no viver

A fugacidade nas obras leva-nos ao vazio latente. Esse vento gélido, soprado pela ausência de significância, intensifica a dormência existencial e provoca uma letargia pulsante. Sinto que a felicidade duradoura está sempre no amanhã. Quanto mais concreta e visionária, mais solidez encontrará no depois. Essa argamassa-conjeturante deverá se alastrar em todos os âmbitos do ser. Dessa forma, estará o homem alicerçando a felicidade no viver.
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6/22/2009

Fatos do hoje

Na ordem Universal das coisas, existem fatos que não alcançamos a justificação do acontecer. Eles são classificados como superáveis e insuperáveis. Os superáveis são transpostos por atos do querer. Os insuperáveis são companheiros do viver.

Respostas? São muitas em meio a nem uma. É o nosso posicionamento diante deles, os fatos, que moldarão o amanhã. Perante tanta incompreensão, somos nós os intensificadores do doer.

O ser, por natureza, em busca de respostas para os acontecimentos, é um classificador do hoje e, na maioria das vezes, um incompreensor do amanhã. O reflexo de tal postura é a improbabilidade da sua ausência. A dor.
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Espectros vibracionais

Em minha caminhada, tenho ouvido algumas vezes sobre o poder enérgico e transmutador das cores. A violeta é uma delas. Carrega em si a energia do amor. Entre as vibrações, a maior. E suspeito que o espectro produzido por elas é produtor dos mesmos efeitos, independe de compreensão.

Tenho colocado aqui, no blog, os meus sentimentos. É algo latente. Há momentos em que transbordo de emoção. E tenho percebido que tem crescido em mim esse sentir. Há alguns dias, recebi um selo da Laurem: Selo Violeta. Talvez ele represente um pouco do que coloco aqui, não sei. Apesar da dúvida, fiquei feliz em receber. É sinal de que alguém consegue sentir o que imagino transparecer. Obrigado!

Sobre o indicar, acho muito difícil falar em três blogs, são tantos. Como não tenho como fugir, sugiro:

Minhas Vidas
A Foxy Lady
Rastro de Impressões.

6/14/2009

O florescer do viver

Sempre seremos bobos no amanhã quando não olhamos o antes com a ótica da compreensão. Esse depois, muitas vezes, é observado por nós como destruidor do hoje. Isso nos transforma em escravos do instantâneo. Buscadores do sei lá o que.

Dessa forma, não percebemos, de forma nítida, a beleza oportunizada pelos floresceres do existir. Não sentimos a grandiosidade contida na transmutação da matéria, representada pelas idas e vindas do viver.

Tenho curtido cada momento da minha vida com os sentidos de gratidão. Cada novo momento é uma oportunidade para o depois.
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5/23/2009

A expansão do sentir

O ser humano, dotado e com pleno funcionamento de suas faculdades sensoriais e mentais, usa, ininterruptamente, a visão como principal discernidor de instantes do viver. É pelos olhos que chegam ao homem as primeiras impressões do meio onde ele se encontra. Todavia, mesmo consciente de sua importância, e por mais óbvio que seja, ao ser ceifada a faculdade visual, o ser depara-se com um novo universo de percepções. Aos que tiverem oportunidade, permitam-se em diversificá-las – as faculdades sensoriais – e degustar novos momentos. Dessa forma, acredito eu, estará você expandindo o perceber.
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