4/21/2009

O interagir

Viver e exteriorizar pensamentos significa deixar rastros de impressões do existir. O blog é um desses espaços que deixamos pegadas memoriais. A grande vantagem é que elas são acrescentadas e auxiliadas por outros olhares. Adoro absolver outras perspectivas. Cada comentário é um presente. Um acrescentar em mim.
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4/17/2009

O paradoxo do saber

Adquirir conhecimento é poder ampliar e visionar novos horizontes. Com ele, podemos alterar diversos estágios do hoje. No entanto, não implica melhorar para um todo e muito menos para si. Esse, o conhecimento, é empregado para diversos fins.

Acredito que os impulsos deletérios do saber são inibidores do crescer. Limitadores do eu. As pessoas que vivem egoisticamente do conhecimento acabam atraindo para si um amargor perene. Um fardo carregado, muitas vezes, inconsciente, que pesará no somatório do existir. Um preço alto, quem sabe.

Ao contrário, as que transmutam o saber em causas construtivas possuem em si uma chama propulsora do viver. Irradiam luz. A vontade de viver é maior e os problemas são minimizados pelo olhar.

Os dois gestos propagados, opostos natos e frutos da mesma raiz, são irradiados e amplificados pela postura escolhida. Entre os diversos paradoxos gerados por esse assunto, talvez, o mais pulsante resida na manutenção dessa chama. As encruzilhadas são alcançadas. Ao enxergá-las, a clarividência, intuição latente, talvez seja a melhor arma na hora da escolha. Escolhas do viver.
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As multiunidades do pensar

Pensamentos macros e micros são constantes em nossa vida. Indago-me: qual a maneira mais fácil de pensar? Estes podem ser concretos ou abstratos. Os concretos costumam ser classificados de mais simples ou vice-versa, depende de quem os explana. Os abstratos são os renegados da instantaneidade do viver – tenho a impressão de que os concretos e amplos são os mais palpáveis para maioria.

Para mim, em diversos momentos, o pensar possui a mesma extensão de complexidade e prática. Não que ele seja automatizado, mas, sim, processado, velozmente, com toda hipertextualidade do viver. Sem eufemismos, nem lamúrias. É resolvido com a mesma intensidade da contradição dessas palavras. São expressões sensoriais materializadas em gestos que abarcam algo inexplicável, apenas vivível.
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4/05/2009

O convir

O mundo é uma convenção. Um convergir de vontades. Pensamento vivo expresso em sua plenitude. São pequenas abreviações como essas que buscam explicar a complexidade das vontades individuais.

Como conviver com outros seres e ser fidedigno aos desejos? Seria esse ato um eterno fingir em prol do bom viver? Acredito, na maioria dos casos, que não. Em uma das possíveis interpretações, poderia ser vista como a maturidade dos desejos. Um estado de latência e malevolência do querer. Um abnegar de si! O existir.

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4/03/2009

O poder do observar

O poder da observação e a sensibilidade de sentir o próximo é um privilégio para poucos. Todos têm a capacidade de observar. Contudo, a instantaneidade do viver é uma restrição ao olhar.

Aos que veem além do que está impresso nas vias materiais, está impregnada a capacidade de transmutar um estado perene. São eles, com observações pontuais, que rompem o invólucro do ser.

Sinto falta de pessoas assim: dispostas a expor o seu olhar, de debater e redebater tudo outra vez; em acrescentar algo ofuscado por uma visão individual, viciada por anos de existência. A você, de visão ampliada, o meu obrigado.

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Meme: coisas para fazer antes de morrer

Viver oito vezes mais;
Renascer outras muitas;
Obter respostas que abarquem o viver;
Compreender mais o mundo;
Alcançar a tranqüilidade plena;
Ter oito amigos com blogs para convidar;
Consequentemente, ter onde comentar sobre o meme,
E, por final, ter mais um desejo para completar a lista.

Regras:

* Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui;
* Convidar 8 amigos de blogs para responder também;
* Comentar no blog de quem nos convidou;
* Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”;
* Mencionar as regras.


Esta postagem é a resposta de um meme da Foxy Lady.

2/05/2009

Onde há beleza não existe instantaneidade

Achar algo belo é o mesmo que assumir sua individualidade. O belo é pessoal, mesmo sabendo que existam, por diversos fatores, gostos massificados. A sua formação é lenta e gradual. Não existe instantaneidade no seu fazer. Acostumei-me a ouvir, do meu pai, que sempre onde a natureza opera, ela é lenta e gradativa. Por isso, esperar e atuar de forma harmônica é preciso. Assim, o belo sempre surgirá, dependerá apenas do seu olhar.
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11/26/2008

A cura como processo

Genéticos, emocionais e externos. Estes são alguns dos fatores envolvidos no desenvolvimento de uma doença. Ela não é instantânea. Sua percepção sim. Quando mais agressiva mais positiva é.

Oportunidade de reflexão e valoração do amanhã, sua origem, muita vezes, é desconhecida. Abarcar os motivos é o mesmo que compreender o Todo. Importante? Talvez seja no processo de crescimento, mesmo que não seja o real. Até porque a realidade nada mais é que a digestão do hoje e suavização do depois.

Neste contexto, é a reação do acometido que ditará a progressão. Os níveis de vibrações baixos, que levam à depressão, são deletérios e amplificadores do doer. Mais uma vez está nos olhos, na compreensão, o processamento do amanhã.

A natureza opera com a calma necessária ao evoluir. Com ou sem dor, inevitável é o crescer.
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11/22/2008

Concretização conceitual

Caminhar e descobrir alternativas de lidar com o infinito é um dos obstáculos mais difíceis de transpor no viver.

Equacionar o mix sensorial e harmonizar o eu ao Todo é pura comunhão com o existir.

Representa a superação das incertezas e a profusão de um amanhã sem dor.

O amanhã!

10/13/2008

Momento incomum

Tristeza, insegurança e uma relativa confusão mental. Estes são sentimentos que não me pertencem, mas que nos últimos dias se fazem presente. Estou buscando me reconstruir, todavia os grandes desafios persistem. Enfrentando-os estou, logo, melhor estarei.

Foto: céu de Minas, um olhar.

9/27/2008

Interiores

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala. Você pode não entrar; ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o medo e entra, dá um grande passo – nesta sala vive-se. Mas também, tem um preço... São inúmeras outras portas que você descobre. Às vezes "quebra-se a cara", às vezes "curte-se mil e uma".

O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa. Ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.

A vida é generosa. A cada sala que se vive, descobrem-se tantas portas. E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta, terá a mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a estagnação da vida ...

Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens ...

Içami Tiba
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8/26/2008

Aliado do viver

O tempo, no sentido material, só é palpável quando necessário. No sentido mais amplo, ele é perceptível no final de uma existência. Sua essência é avaliada em ocasiões, estações, eras, mais claramente, nos momentos do viver.

Mesmo para quem o observa com a consciência de sua não-existência, ele se faz presente na regulação carnal. É inevitável fugir, sob pena de ser escravo das vicissitudes mundanas. Encará-lo, consciente da sua efemeridade, poderá torná-lo um aliado. Aliado do viver!

8/19/2008

EU: multifacetado pela percepção

Algumas viagens e situações têm me colocado a pensar sobre a percepção e absorção do real. Voltar à cidade onde nasci me fez pensar como as imagens ganharam novos significantes. Os aspectos físicos são os mesmos, mas tudo ficou diferente: os amigos, as ruas, o verso e a poesia.

Como é difícil listar os motivos dessas mudanças. Pensando num todo, percebo que, nas relações humanas, modificações imediatas são mais impactantes e na maioria das vezes ganham novas dimensões de incompreensão.

Mas se os olhos são os mesmos, por que será que tudo está tão diferente? No meu caso, a resposta reside no objetivo colocado e na percepção de mundo que foi alterada pelo novo instante.

De forma mais abrangente, mas imediata, imagino que os seres evitam esse tipo de questionamento porque complexifica o hoje. O não-pensar dificulta a busca por uma compreensão ampliada das expressividades do ser. O que gera os nossos julgamentos cotidianos.

Ocasionados pela automatização do raciocínio, os julgamentos são uma simplificação do pensamento. O efeito mais imediato é que esses – no sentido de busca de compreensão de determinada atitude do ser – são feitos a partir do reflexo do próprio eu.

Por mais simples e automatizados que sejam, é difícil imaginar a compreensão sem cognição. Então como fazer para fugir das armadilhas do julgar? Talvez a resposta resida na certeza que a sua verdade é uma entre muitas outras e que o depois será acrescido de novas possibilidades.

Longe de ter uma resposta, carrego em mim a dúvida de ter certeza. Este texto é uma pequena representação da miscelânea do meu eu. A cada nova inspiração reconstruo o meu ser, destrocado pelos momentos do existir.

7/22/2008

Um voto em minhas relações com os outros

Você e eu estamos numa relação que eu valido e quero manter. Ainda que cada um de nós seja uma pessoa separada com necessidades diferentes e o direito a satisfazer essas necessidades, quando você estiver tendo problemas para satisfazer suas necessidades, eu tentarei escutar com aceitação genuína, a fim de facilitar que você encontre suas próprias soluções em vez de depender da minha. Eu também tentarei respeitar seu direito de escolher suas próprias convicções e desenvolver seus próprios valores, indiferente de quanto eles possam ser como os meus.

Porém, quando seu comportamento interferir com o que eu tenho que fazer para adquirir minhas próprias necessidades, eu lhe falarei aberta e honestamente como seu comportamento me afeta, confiando que você respeitará o bastante as minhas necessidades e sentimentos para tentar mudar o seu comportamento que é inaceitável para mim. Também, sempre que uma parte do meu comportamento for inaceitável para você, eu espero que você me fale aberta e honestamente, para que assim eu possa tentar mudar o meu comportamento.

Muitas vezes, quando acharmos que qualquer um de nós não pode mudar para satisfazer as necessidades do outro, reconheceremos que temos um conflito e nos comprometeremos a solucionar tal conflito, sem que qualquer um de nós recorra ao uso de poder ou autoridade para ganhar às custas da perda do outro. Eu respeitando suas necessidades, mas também respeitando as minhas próprias necessidades. Sendo assim, sempre nos esforcemos para procurar uma solução que seja aceitável para ambos de nós. Suas necessidades serão satisfeitas, e assim as minhas - ninguém perderá, ambos ganharemos.

Que possa ser uma relação saudável na qual ambos de nós possamos nos esforçar para tornar-nos o que nós somos capazes de ser. Nós podemos continuar nos relacionando um com o outro com respeito mútuo, amor e paz.
Mahatma Gandhi

Para o Ser nunca houve começo

Compreender questões universais não é nada fácil. Não há como exigir das pessoas nada além do que elas têm. Explicações são muitas, sejam elas físicas, religiosas ou místicas. Para uns, o universo tem necessariamente um começo e um fim, principalmente para nos basearmos, entre outras coisas, na finitude corpórea e na cosmologia judaico/cristã. Na perspectiva da física quântica, entretanto, o Universo, como o observo, é apenas uma, dentre inúmeras possibilidades.

A segunda, até certo ponto, é derivada da primeira, pois também tendemos a esquecer que o Universo é apenas um oceano infinito de energia em vários estados ou planos vibracionais. O Universo foi, é, e eternamente continuará sendo, didaticamente, um imenso oceano de moléculas de fótons, que em nossa dimensão se manifesta em vibrações de Luz, de Vida e de Amor...

Uma vez perguntaram a Einstein o que seria o oposto a clareza, ele respondeu a precisão. Sempre há uma incerteza. Neste caso específico, esclarecida pela FÉ.

*idéias retiradas de um diálogo místico.
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7/20/2008

Casamento consumado

A morte é uma grande companheira. Apesar de incerteza do momento de sua chegada, um dia ela chegará. Medo? Não, para quem tem a convicção que o hoje sempre será um amanhã, ela não assusta.

Tenho temor do descontrole e de todas as suas subdivisões. Principalmente porque sei que os seres estão sujeitos, inclusive eu. Respirar e digerir os momentos difíceis são alternativas plausíveis para se manter na linha da “sobriedade”.

Conhecer seus limites e perceber a aproximação dessa estação também é fundamental. Esta não é uma fórmula pronta e acabada, cada ser deve se observar e buscar seu equilíbrio. Além disso, cada um sabe o que é bom para si e traça os seus passos.

Na alegria ou na tristeza, o certo, para mim, é que todos os passos levam ao Criador.

Foto: Nebulosa

7/19/2008

Amor coletivo

A primeira oportunidade que a vida nos dá para aprendermos alguns conceitos da existência em coletividade é a vivência familiar. Esse é um processo intenso e influenciador de toda nossa formação. Com ela criaremos parâmetros para o nosso amanhã. Depois dessa, existem muitas outras ocasiões com representatividade menor.

A segunda grande chance para nossa evolução, no sentido coletivo e na atual compreensão de vida em sociedade, são os relacionamentos, veladamente conhecidos como agregadores familiares. Fortes, insanos, sóbrios, não importa. Todos são motivo de aprendizagem e acabam agregando, simbolicamente, mais aos nossos dias.

Nesta jornada, busco explicação para os mistérios do dividir. Desconfio que neles, os relacionamentos, sejam eles familiares ou não, repousam todos os segredos da irmandade. Como controlar e equiparar todas as diferenças dos momentos vividos?

Tenho, incessantemente, pensado sobre isso, mas não alcanço a resposta. Sei que buscarei por muito tempo, mas um dia alcançarei. Doação, compreensão, perdão, compaixão são singelas representações do amor. Estas só estão presentes nos possuidores de tal sentimento.

Único e indivisível, o amor.

7/18/2008

A ressonância do pensar

Pensamento transcrito em palavras pode significar a cristalização de um momento refletido. Imagino que este seja o significado deste blog e muitos outros espaços que servem de repositório do ontem.

Este não-lugar também serve como uma caixa de ressonância do meu eu e um processador do amanhã. Com ele, meus pensamentos são submetidos a outros olhos, amplificando as minhas possibilidades.

Sem você e seus comentários, leitor, este espaço perde a dimensão mutacional do depois. Obrigado pelo olhar!

7/17/2008

A concretude do existir

Viver embriagado pelo ar não foi uma escolha. Quando percebi já estava embevecido pela vida. Para quem lê os textos deste blog deve ser perguntar: como pode? É a pura contradição!

Descobri, a duras penas, que o conflito existencial é um afago para aqueles que estão em movimento. Afago comumente transformado em dor.

Esta é a chave e o grande desafio do depois: transmutar sentimentos deletérios em plenitude e evolução. Um caminho a ser trilhado. Onde será que estão as chaves deste segredo, velado pelos véus da ignorância?

Não há atalhos que dão acesso ao Infinito!?

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A invasão da angústia e a incomodação do viver

Estar angustiado é sinônimo de estar incomodado, num nível mais elevado, é claro. Nesse momento, a compreensão dos mais próximos é fundamental para que a situação não ganhe novas proporções e, quem sabe, seja amenizada. Eu, por características individualistas, tenho extrema dificuldade em compartilhar minhas dores em situações concretas.

A solidão imposta pelo meu viver me condicionou a ser assim. Superar isso talvez seja uma meta futura. Um passo é dado neste momento: conscientização. Esse é o primeiro passo para alteração de um estado.

Sim, incomodado estou.

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